sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Tá doendo, menina!
''Bem aqui vive esperando por ti a flor, o fruto e o cais, onde vais?'' Canta o menino pra alguém que vai pra Califórnia. Ao menos hoje ele pode escrever sem lágrima, esse menino viajante. Quantos adeus? Que ironia, hoje é sua vez de esperar no cais. Esperar por alguém que o fez percebe-se frágil e entender que é preciso força para admitir-se frágil. Isso, ele é frágil. Frágil, assim como você e eu que se diz forte. Chora pelos cantos a espera de alguém que lhe fez enxergar que vale a pena a honestidade e que a ingenuidade é uma palavra criada pelos homens impuros. Hoje o menino viajante diz: Sou puro! Ou sou ingenuo. Como preferir! Vai e me ensina de novo. Ensina-me a paciência de esperar alguém tão importtante, pois a vida tem me mostrado que progredir é ver as pessoas importantes partirem e aceitar sem tornar-se rocha. Não dá pra aceitar, minha querida. Deixa eu te contar um segredo. Eu te procurei. Te procurei muito. Viajei e passei por muitos enganos que me custaram a dor da desconfiança. Até você chegar e mudar tudo. Tá doendo, menina. Tá doendo demais!
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