terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Leviatã

Em São Paulo o dia está nublado diz a moça do tempo. Olho pela janela com a espectativa, patética, de que ela esteja errada. Nublado. Nublado como o espírito de um menino familiar que se esconde no banheiro com um pedaço de sulfite, com o qual tem a intenção de superar seu silêncio covarde. E vai rasbiscando enquanto torna-se um botão de flor que de alguma forma sonha com a hora de se abrir. É que ele sabe que se abrir é apegar-se as pessoas e a qualquer momento elas vão machucá-lo. Um amigo; um familiar; alguém em quem você confie, amigo leitor, qualquer pessoa em algum momento há de se fazer féia e viver perfeitamente bem com isso. A verdade é que esse botão de flor  sabe que é, exatamente, igual; e isso torna o seu sonho de ser bom inalcansável; e o mundo insuportável e sem nenhuma solução.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Minha amiga (Música)

Como vai
Minha amiga,como está?
 Eu estou aqui e ainda sou a mesma
Quando é de manhã
Eu escondo o meu café
Que vai me lembrar
Que você não está aqui
 É a vida e não há como negar
Todo mundo tem a hora de ir embora
Hoje eu sei

http://www.youtube.com/watch?v=9icMbeirYAw&feature=youtu.be