quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Sobre a Jéssika
Galera, a Jessikinha tá nas últimas. Pra quem não sabe quem é ela (todo mundo) eu vou explicar. Eu conheci a Jéssika no supermercado a dois meses e pensei, imediatamente, que ela seria minha cara. Canceriana, calada, paradaça feito eu. É essa! Tenho certeza que ela não vai insistir pra eu cortar o cabelo e nem pra eu tirar o casaco,velho, xadrez pra ir na balada. Ou melhor, nem vai querer ir na balada. Vai fugir comigo toda vez que os menininhos e as menininhas começarem a rosnar uns para os outros na madrugada. E assim se fez. Fiz musiquinha pra ela: ô, ô,ô Jéssika você me aceita assim como sou... Conversamos várias madrugadas. Só a gente. E agora a Jéssika, minha plantinha, tá morrendo e eu tô com a impressão, estranhíssima, de que sou outra pessoa e que alguns passados morrem dentro da gente, mesmo que a gente não queira, pra que nasça algo, agora, bem mais bonito e que faça a gente feliz. Eu sinto cheiro de amor sereno (e é tudo que eu quero) a quatro minutos daqui e ele tem nome de uma lenda da água doce.
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