Essa semana algumas pessoas me perguntaram sobre a Jéssika. Pois é, gente, a Jéssika morreu mesmo. Não teve jeito. Eu fiz de tudo: reguei, coloquei no sol, segui as ordens de um amigo que falava pra eu não dizer perto dela que ela tava morrendo e coloquei vitamina como a Mayra pediu. Não deu. Desencarnou mesmo. Ela era muito ciumenta, sabe? Como eu. Morreu de ciúme, talvez. Eu amo a Jéssika, galera, de verdade mas ela se foi e eu não posso fazer nada. Você aí que ama alguém de verdade você pode regá-lo(a) com todo seu amor e um dia ele(a) pode decidir partir e não há nada o que fazer. A Jéssika morreu assim como eu sinto que esse diário já não faz mais sentido e tá morrendo também e mais um monte de coisas dentro de mim. Fiquei feliz sempre que alguém me perguntou sobre a Jéssika como a Mayra e a Priscila que nem a conheceram pessoalmente; quando o Zé disse que lê meus textos pra Adriana (sua mulher) e quando vira e mexe alguém me diz: E a moça das flores, hein? Perdeu bobão! É estranho e bonito perceber que as suas dores transformadas em poesia e em sei lá o que podem, mesmo que seja triste, fazer companhia pra alguém. Poxa, receber uma mensagem de Minas de um amigo que leu seu blog dizendo: Não se sinta sozinho, pois você tem a gente aqui. Manda um abraço pra Jéssika mas eu tenho ciume dela. Isso faz você pensar que tudo vale a pena até a solidão.
A verdade, galera, é que o Chuck não precisa mais do Wilson e hoje o cara do velho casaco xadrez tem alguém que lhe segura a mão e diz "Vamo pra balada" e ele vai.