sábado, 18 de setembro de 2010

O monge-poeta de mentira

Ontem eu conversei com um velho amigo de Minas (o Zé) e fiquei muito feliz. Tinha um bom tempo que não falava com ele. Ele disse que lê sempre os meus textos e que acha-os tristes e cômicos. Eu pensei que gostaria muito que fossem apenas cômicos. Mas triste e cômico é exatamente como eu me sinto. Meu pai contava, sempre pra mim, a história de um homem que procurou a terapia por causa da tristeza. O terapeuta disse pra ele ir num circo no qual tinha um palhaço que tava fazendo muito bem aos seus pacientes. O homem disse que era ele o palhaço. Hoje, dia 18 de setembro de 2010, eu sou aquele palhaço também. Meus amigos me chamam de monge-poeta. Mas eu sei que não é verdade. Sou um monge de mentira que faz cara de que vive sereno e em paz sozinho mas tem uma plantinha chamada Jéssika para driblar a solidão. Idiota! E um poetinha de papel por ter amado uma vez e inventado todo o resto só pra escrever poesia. Egoísta! Cansei desse texto! Foi mal, Zé!