terça-feira, 19 de outubro de 2010

Besteiras do Cotidiano- o fim da Jéssika

Essa semana algumas pessoas me perguntaram sobre a Jéssika. Pois é, gente, a Jéssika morreu mesmo. Não teve jeito. Eu fiz de tudo: reguei, coloquei no sol, segui as ordens de um amigo que falava pra eu não dizer perto dela que ela tava morrendo e coloquei vitamina como a Mayra pediu. Não deu. Desencarnou mesmo. Ela era muito ciumenta, sabe? Como eu. Morreu de ciúme, talvez. Eu amo a Jéssika, galera, de verdade mas ela se foi e eu não posso fazer nada. Você aí que ama alguém de verdade você pode regá-lo(a) com todo seu amor e um dia ele(a) pode decidir partir e não há nada o que fazer. A Jéssika morreu assim como eu sinto que esse diário já não faz mais sentido e tá morrendo também e mais um monte de coisas dentro de mim. Fiquei feliz sempre que alguém me perguntou sobre a Jéssika como a Mayra e a Priscila que nem a conheceram pessoalmente; quando o Zé disse que lê meus textos pra Adriana (sua mulher) e quando vira e mexe alguém me diz: E a moça das flores, hein? Perdeu bobão! É estranho e bonito perceber que as suas dores transformadas em poesia e em sei lá o que podem, mesmo que seja triste, fazer companhia pra alguém. Poxa, receber uma mensagem de Minas de um amigo que leu seu blog dizendo: Não se sinta sozinho, pois você tem a gente aqui. Manda um abraço pra Jéssika mas eu tenho ciume dela. Isso faz você pensar que tudo vale a pena até a solidão.
 A verdade, galera, é que o Chuck não precisa mais do Wilson e hoje o cara do velho casaco xadrez tem alguém que lhe segura a mão e diz "Vamo pra balada" e ele vai.

domingo, 17 de outubro de 2010

Domingo

Quando fiz esse blog, prometi pra mim mesmo que só falaria de coisas leves mesmo que fossem desabafos. Mas gente, acordar no Domingo de manhã com uma banda tocando Rolling Stones me dá o direito de xingar pelo menos uns 40 min aqui no meu diário. Eu fico pensando que se pra envelhecer é preciso ver 20 mil vezes uma banda, iniciante, começar tocando Rolling Stones, não tem a menor graça. Que fique bem claro que eu adoro Rolling Stones. O que eu não suporto é a mesmice. Não suporto mesmo. E que o mal humor de hoje me dê o direito de falar algumas verdades.
Então vamos começar:
*Não suporto artista intelectualóide que diz um monte de merda e o público fala: Olha como ele é inteligente!
*Não suporto gente orgulhosa.
*Não suporto meu ciúme que mata somente a mim quando a pessoa que eu gosto olha pro lado.
*Não suporto minha neurose e meu silêncio.
*Não suporto quando o mundo pensa que o problema são as outras pessoas. Vira e mexe eu escuto: O problema é que sou muito boba (nesse caso sinônimo de boa). O problema é meu namorado; o problema e meu gerente...
*Não suporto filósofo de facebook( que nojo)
* Não suporto Marias microfones( aquela que quer o cara que canta).
*Não suporto meu romantismo e minha breguice imbecil.
*Não suporto, gente, de verdade o Lairton dos teclados; Frank Aguiar e qualquer coisa dos teclados e nem aquelas bandas que misturam no nome duas coisas nada a ver tipo: Limão com Caju.
*Não suporto a ética Capitalista que não te permite sentar o pau naquele seu amiguinho de trabalho que é um idiota.
*Não suporto o dia de hoje, não suporto de verdade. 


    

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Besteiras do Cotidiano-O líder operário

Há duas semanas eu fui convidado para fazer um teste numa peça cujo personagem era um líder operário. Levantei as 6:00 da manhã e coloquei uma calça surrada; um tênis velho( fiquei a cara do senhor Madruga) e sai pelas ruas de São Paulo com o rosto fechado afim de acabar, totalmente, com qualquer doçura em mim e procurando um olhar de discriminação para que pudesse dizer o texto com propriedade. No ponto de ônibus uma senhora aproxima e eu fiquei orando para que ela não acabasse com meus planos. Fiquei cantando, pra mim, uma música triste pra me concentrar. Porque eu sou assim se escuto James Taylor tenho vontade de sair na rua abraçando todo mundo. Se é Ray Charles, cantando georgia on my mind, me apaixono por qualquer uma que tiver ao meu lado ou melhor qualquer coisa. Se for uma vaca eu faço moooooo pra ela. Enfim, a senhora disse: Meu filho. Aí a vaca foi pro brejo. Dane-se o teste. Sim, respondi. Conversamos durante horas. Ela tomou meu ônibus mesmo morando pra outro lado e no final eu terminei dizendo: Obrigado por ter agasalhado meu coração. Que exagero, gente(ou não, sei lá). Mas é assim mesmo. Conclusão: terminei o dia sem aquele emprego e acreditando mais nas pessoas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Na trilha de Macunaíma- Canal Brasil

Galera, na terça passada estreou o nosso programa(Na Trilha de Macunaíma) no canal Brasil e foi um sucesso. Tá muito bonito. Na próxima terça tem um novo episódio. Quem não viu, ainda, tem mas doze programas pela frente. Abraço a todos!

http://www.youtube.com/watch?v=1x2itX0LQj4
Na paixão você a vê conversando com outro e pergunta: Quem é esse?
No amor você quer torna-se amigo dele, logo, para que ela fique feliz.
Na paixão você grita: Você faz tudo errado!
No amor você segura a mão dela e diz: Não é esse o caminho. Vem por aqui.
Na paixão você fica puto porque ela não foi com você, pois tinha que cuidar do amigo doente.
No amor você vai lá e cuida com ela.
Na paixão você quer que ela emagreça.
No amor que ela fique do seu lado; que o proteja da sua solidão para que você cuide da dela também.
Na paixão você quer que ela fique acordada a noite toda com você. Dane-se o trabalho! Dane-se o mundo!
No amor você cuida para que ninguém a acorde.
Na paixão você a esconde para que ninguém a perceba.
No amor você diz: Essa é a moça que te falei!
No amor você cuida pra que a bola não caia. É frescobol.
Na paixão você brinca de queimado.
Na paixão você grita desesperado: Cadê você?
No amor você canta uma canção bonita e ela vem.